quinta-feira, 4 de abril de 2013

Quando Deus Responde as Orações?






John Piper é um dos ministros e autores cristãos mais proeminentes e atuantes dos dias atuais, atingindo com suas publicações e mensagens milhões de pessoas em todo o mundo. Ele exerce seu ministério pastoral na Bethlehem Baptist Church, em Minneapolis, MN, nos EUA desde 1980.


1 João 3:22–23
"E aquilo que pedimos dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos diante dele o que lhe é agradável. Ora, o seu mandamento é este: que creiamos em o nome de seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o mandamento que nos ordenou."

Deus responde a oração de pessoas que guardam os seus mandamentos. Seus mandamentos se resumem nestes dois: 1) que creiamos no nome de Jesus, e 2) que nos amemos uns aos outros.

Portanto, Deus responde as orações de pessoas que creem em Seu Filho e que se amam.

Isso poderia significar duas coisas:

1. Que crer em Jesus e amar as pessoas é uma forma de tornar-se merecedor das respostas às orações. Isso não é verdade. Em primeiro lugar, porque você não se torna merecedor de nada por crer. Merecer algo é uma forma de mostrar o meu valor e colocar Deus em débito comigo. Isso não pode ser feito. Ele já é dono de tudo, e qualquer valor que eu tenha em mim é uma dádiva dEle. Você não pode ganhar algo de Deus dessa forma. Se você deseja Suas dádivas, você deve acreditar que elas são melhores do que qualquer outra e então confiar que Ele as dará gratuitamente àqueles que buscam servi-lO e não, o mundo.

Em segundo lugar, amar as pessoas não faz de você merecedor das bençãos de Deus, porque o amor já é uma obra de Deus em nós e não uma obra autossuficiente nossa por Ele. João ensina claramente que o amor é a evidência do dom da vida e não a retribuição ou pagamento pela vida.

O que João quer dizer quando ele fala que Deus responde as orações de pessoas que creem em Seu Filho e que se amam?

2. Ele quer dizer que a oração tem um desígnio, e se você não usá-la da forma correta, ela não "funciona" da forma correta. Qual é o desígnio da oração? A oração é projetada por Deus para ser o efeito da fé e a causa do amor.

Portanto, se nós tentarmos orar quando não cremos de verdade no nome do Seu Filho, a oração não "funciona" da forma que deveria. E se nós tentarmos orar quando nosso alvo não é amar, a oração também não "funciona" do jeito certo.

É por isso que "aquilo que pedimos dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos". Não porque guardar Seus mandamentos nos faz merecer respostas de oração, mas porque a oração é projetada para dar poder no caminho da obediência. A oração é a forma através da qual Deus se coloca à nossa disposição quando estamos transbordando em amor pelos outros. Oração é o poder de amar. Portanto, se nosso objetivo não é amar, oramos em vão. A oração não é projetada para aumentar prazeres acumulados.

A oração é uma maneira de chamar Deus para estar do nosso lado ao fazer o que Jesus veio para fazer. "Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar a nossa vida pelos irmãos." (1 João 3:16). É por isso que crer em Jesus e amarmos uns aos outros estão ligados como a forma de termos nossas orações respondidas. Crer em Jesus significa que nós admiramos a forma como Ele viveu e queremos ser como Ele. Você não pode crer em alguém e achar que a forma como essa pessoa viveu foi tola. Então, crer em Jesus necessariamente nos levará a amar os outros da forma como Ele amou. Crermos no nome de Jesus e amarmos uns aos outros são praticamente uma coisa só.

E já que Deus estava totalmente com Jesus com todo Seu poder e deu a ele toda a ajuda de que ele precisou, Ele também estará conosco quando nós crermos em Jesus e amarmos como Jesus amou. Então a razão pela qual Deus responde as orações daqueles que creem no nome de Jesus e amam os outros é que Deus ama exaltar Jesus.

Pela glória de Jesus e o poder de sua oração,

Pastor John.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Uma seita moderna: igreja universal do reino de deus





Edir Macedo, o chefão da seita universal do reino de deus fez um pronunciamento a pouco tempo com relação ao destaque da revista Forbes, onde ela o declara o pastor mais rico do Brasil.

Indignado, em um de seus cultos Edir Macedo se declara desapontado, pois ele é o pastor mais rico do mundo. Tal pronunciamento não o caracteriza como pastor e sim como um falso profeta. Paulo alerta a Timóteo que é um pastor, para que não seja apegado ao dinheiro (I Tm 3.3). Mesmo não gostando de Freud gosto de uma de suas teorias. Três coisas podem dominar o homem: os três "p" (poder, posse e prazer).

Todo pastor não deve ser apegar ao dinheiro e muito menos buscar se enriquecer por tal modo, pois quem o sustenta na obra de Deus é o próprio Deus. A busca por tal poder, pode ser uma procrastinação para o que chamamos de ruína ministerial, pois a ira de Deus se acende sobre tal pessoas.

Edir Macedo não pode ser chamado nem de filho de Deus e sim de um filho do diabo, pois a graça salvífica nem de perto alcançou a sua vida ainda.


"Disse-lhes Jesus: "Se Deus fosse o Pai de vocês, vocês me amariam, pois eu vim de Deus e agora estou aqui. Eu não vim por mim mesmo, mas ele me enviou." Jo 8.42


"Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama."  Jo 14.21

"..vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro." Mt 6.24

"Vocês pertencem ao pai de vocês, o diabo, e querem realizar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois não há verdade nele. Quando mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira."  Jo 8.44






sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

A Lei de Deus

Por R.C. Sproul




"Ao resumirmos o que constitui o verdadeiro conhecimento de Deus, mostramos que não podemos formar qualquer concepção justa do caráter de Deus, sem nos sentirmos intimidados por Sua majestade e compelidos a serví-Lo".
​
​​João Calvino​​​


Ontem, um homem que eu encontrei pela primeira vez perguntou-me. “E o que o Senhor está fazendo na sua vida?” (Algo na maneira como ele fez a pergunta, o tom da sua voz, e o seu jeito, incomodou-me.) A maneira de perguntar foi um pouco casual demais, como se a expressão fosse mecânica. Eu ignorei o meu incômodo e respondi a questão como se ela fosse sincera. Eu disse: “Ele tem me impressionado com a beleza e a douçura da Sua Lei”. Obviamente, o homem não estava preparado para minha resposta. Ele me olhou como se eu fosse de outro planeta. Visivelmente ele reagiu as minhas palavras como se eu fosse estranho apenas por tê-las proferido.

Nós estamos vivendo em uma era na qual não se tem dado muita atenção a Lei de Deus, nem secularistas nem Cristãos. A lei, nós assumimos, é uma relíquia do passado, parte da história do cristianismo judaico, para ser mais exato, mas sem relevância duradoura para a vida Cristã. Estamos vivendo, na prática, a heresia antinominiana.

Uma pesquisa recente feita pela George Gallup Jr. revelou uma tendência surpreendente em nossa cultura. De acordo com a Gallup a evidência parece indicar que não existem padrões de comportamento que distinguam os Cristãos dos não-Cristãos em nossa sociedade. Parece que estamos todos marchando na mesma bateria, olhando para os padrões de mudança da cultura contemporânea baseados no que é conduta aceitável. O que todo mundo está fazendo parece ser nossa única regra ética.

Este padrão somente pode emergir em uma sociedade ou em uma igreja em que a Lei de Deus está eclipsada. A própria palavra lei parecer ter um elo desagradável em nossos círculos evangélicos.

Vamos fazer uma experiência. Eu vou citar algumas passagens do Salmo 119 para nossa reflexão. Eu peço que você os leia experimentalmente, no sentido de sentir na pele e identificar-se de modo a compreender o autor. Tente sentir o que ele sentiu quando escreveu essas linhas milhares de anos atrás.

"Oh! quanto amo a tua lei! ela é a minha meditação o dia todo" - v. 97.

"Os teus testemunhos são a minha herança para sempre, pois são eles o gozo do meu coração.
Inclino o meu coração a cumprir os teus estatutos, para sempre, até o fim" - v. 111-112.

"Abro a minha boca e arquejo, pois estou anelante pelos teus mandamentos" - v.131.

"Tribulação e angústia se apoderaram de mim; mas os teus mandamentos são o meu prazer" - v. 143.

Por acaso isso se parece como o cristianismo moderno? Acaso nós temos ouvido falar sobre pessoas que tem ânsiado apaixonadamente pela Lei de Deus? Nós temos ouvido nossos amigos expressando alegria e deleite nos mandamentos de Deus?

Estes sentimentos são estranhos para nossa cultura. Alguns certamente diriam: “Mas isto é coisa do Velho Testamento. Nós fomos redimidos da lei, agora nosso foco está no evangelho, não na lei”.

Vamos continuar a experiência. Vamos ler alguns trechos de outro escritor bíblico, mas desta vez do Novo Testamento. Vamos ouvir de um homem que amava o Evangelho, pregou-o e ensinou-o mais do que qualquer mortal. Vamos ouvir Paulo:

"Mas agora temos sido libertados da lei, tendo morrido para aquilo em que estávamos retidos; para
que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra" - Rm 7v6.

"Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, operou em mim toda a concupesciência;
porquanto sem a lei estava morto o pecado" - Rm 7v8.

"E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom" - Rm 7v12.

"E porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus" - Rm 7.22.

Isto parece vir de um homem que acreditava não haver lugar para a lei de Deus na vida cristã? Leia Paulo cuidadosamente e você irá encontrar um homem cujo coração ansiava pela lei de Deus tanto quanto Davi ansiava.

A história da igreja testemunha que em períodos de avivamento e reforma existe um profundo despertamento pela doçura da Lei de Deus que pode facilmente transformar-se em legalismo, o qual comumente motiva uma reação antinominiana. Nem o legalismo nem o antinomianismo é bíblico. A lei nos conduz ao evangelho. O evangelho nos salva da maldição da lei, mas por sua vez nos leva de volta à lei para alcançar o espírito, a bondade e a beleza da lei. A lei de Deus é ainda uma lâmpada para os nossos pés. Sem ela nós tropeçamos na viagem e tateamos na escuridão.

Para o cristão o maior benefício da lei de Deus é seu caráter revelatório. A lei nos revela o legislador. Ela nos ensina o que é agradável ao Seus olhos. Nós precisamos buscar a lei de Deus - desejando-a - e deleitar-nos nela. Algo menor do que isto é uma ofensa contra o Pai, o Filho e o Espírito Santo.