quinta-feira, 31 de outubro de 2013

497 anos da "Reforma Protestante".


Muitas referências atuais à Reforma do Século 16 distorcem o que realmente ocorreu naquela ocasião. Os livros de história contemporâneos, por exemplo, introjetam anacronicamente uma linguagem marxista ultrapassada para descrever os acontecimentos da época. Para esses autores, o que houve foi uma luta econômica da burguesia contra os senhores feudais. O trabalho de Calvino é apresentado como sendo uma valorização sócio-econômica de alguns, que seriam definidos como "os predestinados". Para outros, a revolta de Lutero foi uma questão meramente pessoal, contra os líderes da época; ou, no máximo, uma cruzada contra a corrupção.

Não podemos compreender a Reforma assimilando esse revisionismo histórico. A ação de Lutero foi uma revolta contra uma estrutura errada e uma doutrina errada de uma igreja que distorcia a Salvação. Não foi um movimento sociológico, apesar de ter tido consequências sociológicas. Lutero não pretendia ensinar a salvação do homem pela reforma da sociedade, mas compreendia que a sociedade era reformada pelas ações do homem resgatado por Deus. Na realidade, a Reforma do Século XVI foi um grande reavivamento espiritual, operado por Deus, que começou com a experiência pessoal de conversão de Lutero.

Nunca é demais frisar que Lutero não formulou novas doutrinas, ou novas verdades, mas apenas redescobriu a Bíblia em sua pureza e singularidade. As 95 Teses, pregadas na porta da catedral de Wittenberg, em 31.10.1517, representam coragem, desprendimento e uma preocupação legítima com o estado decadente da igreja e com a procura dos verdadeiros ensinamentos da Palavra. É, portanto, um erro acharmos que a Reforma marca a aparição de várias doutrinas nunca dantes formuladas. A Palavra de Deus, cujas doutrinas estavam soterradas sob o entulho da tradição, é que foi resgatada.

Uma das características comuns das seitas é a apresentação de supostas verdades que nunca haviam sido compreendidas, até a aparição ou revelação destas a algum líder. Estas “verdades” passam a ser determinantes da interpretação das demais e ponto central dos ensinamentos empreendidos. A Reforma coloca-se em completa oposição a esta característica. Nenhum dos reformadores declarou ter “descoberto” qualquer verdade oculta, mas tão somente apresentou em toda singeleza os ensinamentos das Escrituras. Seus comentários e controvérsias versaram sempre sobre a clara exposição da Palavra de Deus, abstraindo dela os ensinamentos meramente humanos.


O grande escritor Martin Lloyd-Jones nos indica “que a maior lição que a Reforma Protestante tem a nos ensinar é justamente que o segredo do sucesso, na esfera da Igreja e das coisas do Espírito é olhar para trás” (Rememorando a Reforma, p. 8). Lutero e Calvino, diz ele no mesmo local, “foram descobrindo que estiveram redescobrindo o que Agostinho já tinha descoberto e que eles tinham esquecido”.

Assim, as mensagens proclamadas pela Reforma continuam sendo pertinentes aos nossos dias. Da mesma forma como a Palavra de Deus sempre é atual e representa a Sua vontade ao homem, em todas as ocasiões, a Reforma do Século 16, com a doutrina proclamada extraída e baseada nesta Palavra, transborda em atualidade à cena contemporânea da igreja evangélica, quando nela ocorrem tantas distorções e tantos ensinamentos meramente humanos. Celebremos os feitos de Deus na história e, neste 31 de outubro, vamos dar graças a ele por ter levantado homens valorosos que não tiveram receio de se colocar ao lado da Sua Palavra.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Anjo da guarda existe? É bíblico?



Por Wayne Grudem

A Escritura menciona claramente que Deus envia os seus anjos para a nossa proteção: 

“Porque a seus anjos ele dará ordens a seu respeito, para que o protejam em todos os seus caminhos; com as mãos eles o segurarão, para que você não tropece em alguma pedra” (Sl 91.11,12).

Mas algumas pessoas vão além dessa idéia de proteção geral e pensam que Deus dá um “anjo da guarda” específico para cada indivíduo no mundo, ou ao menos para cada cristão.

As palavras de Jesus a respeito dos pequeninos têm servido de apoio para essa idéia: “Pois eu lhes digo que os anjos deles nos céus estão sempre vendo a face de meu Pai celeste” (Mt 18.10). Contudo, nosso Senhor pode estar dizendo que os anjos designados para a tarefa de proteger as criancinhas têm pronto acesso à presença de Deus. (Para usar uma analogia esportiva, os anjos podem valer-se da marcação “por zona” em vez da marcação “homem a homem”.)

Quando os discípulos em Atos 12.15 dizem que o “anjo” de Pedro devia estar batendo à porta, isso não implica necessariamente na crença do anjo da guarda individual. Poderia ser que um anjo estivesse guardando ou tomando conta de Pedro naquela situação específica. Parece não haver, entretanto, qualquer apoio convincente para a idéia de “anjos da guarda” individuais no texto da Escritura. Mas cremos que os anjos em geral têm a tarefa de proteger o povo de Deus.

Não adore anjos, não ore a eles nem os procure.

A ”adoração de anjos” (Cl 2.18) era uma das doutrinas falsas ensinadas em Colossos. Além disso, no livro de Apocalipse um anjo adverte João para que ele não o adore: “Não faça isso! Sou servo como você e como os seus irmãos que se mantêm fiéis ao testemunho de Jesus. Adore a Deus!” (Ap 19.10).

Nem devemos orar aos anjos. Devemos orar a Deus somente, o único que é onipotente e, assim, capaz de responder à oração e o único que é onisciente e, portanto, capaz de ouvir as orações de todo o seu povo de uma só vez. Paulo nos adverte contra o pensamento de que outro “mediador” possa estar entre nós e Deus: “Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus” (1Tm 2.5).

Se oramos aos anjos, estamos implicitamente atribuindo-lhes posição igual à de Deus, o que não devemos fazer. Não há exemplo na Escritura de alguém orando a um anjo específico ou pedindo ajuda a anjos.

Além disso, a Escritura não nos autoriza a buscar aparições de anjos. Eles se manifestam a nós de forma que não os vemos. Buscar tais aparições parece indicar curiosidade doentia ou o desejo por uma espécie de evento espetacular em vez do amor a Deus e a devoção a ele e à sua obra. Embora os anjos tenham realmente aparecido em várias ocasiões na Escritura, com toda a certeza as pessoas a quem eles apareceram nunca procuraram essas aparições.

Nosso papel é antes conversar com o Senhor, que é o próprio comandante das forças angelicais. Contudo, não parece errado pedir a Deus para cumprir a sua promessa em Salmos 91.11 de enviar anjos para proteger-nos em tempos de necessidade.

Ver em http://reformandome.blogspot.com.br/2013/05/anjo-da-guarda-existe-e-biblico.html

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Benefícios claros do casamento

por Adoniran Melo
Pastor do Min. de Especiais
pradoniran@pibcuritiba.org.br



Viver a vontade de Deus.

Depois que Deus criava cada coisa Ele dizia que aquilo que tinha criado era bom e muito bom. A primeira coisa que Deus falou que não era bom foi que o homem vivesse só. Família é uma instituição idealizada por Deus. (Gêneses 2:18).

Você e seu cônjuge têm buscado a vontade de Deus em suas vidas ou sua própria vontade ainda é prioridade?

Sonhar juntos.

Cada ser humano tem a alegria de sonhar, a pessoa que não sonha ou não tem sonhos tem poucos motivos para lutar e se alegrar quando a realização dos sonhos chegarem, porém melhor do que ter sonhos é ter alguém que sonhe conosco, que incentive a continuar sonhando e lutando. Os sonhos se constroem a partir das lutas que ambos lutam.

Os teus sonhos têm se tornado o sonho do coração de seu cônjuge e vice-versa?

Crescer juntos. 

Em 1 Coríntios 13 encontramos uma narrativa sobre o tema que mais aproxima o homem de Deus: o amor. No versículo 7 temos o clássico “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” Os ventos contrários no relacionamento não podem apagar o amor dado pelo próprio Deus a um homem e uma mulher.

Você tem abandonado qualquer sentimento egoísta que tenta por muitas vezes levá-lo a crescer ao lado da pessoa amada?

Olhar para dentro de nós mesmos como nunca antes.

Todos nós crescemos em uma atmosfera protetora e, por vezes, repressora no que se refere a nossas fragilidades e medos, mas no casamento o outro, ou melhor, o seu cônjuge te revelará coisas como um espelho, o espelho da alma e problemas antes nunca discutidos acabam vindo à tona e somos obrigados a olhar para nós mesmos como pessoas que precisam ser bem melhores do que pensamos que somos.

Você tem observado os detalhes que têm se revelado através do espelho que está todos os dias com você?

Caminhar juntos em direção a Jesus.

O casamento é uma iniciativa do próprio Deus para que o homem não viva em solidão, mas esta iniciativa promove uma reação do casal em relação ao amor que Deus anteriormente sentia por nós.

Você tem buscado a presença de Deus ao lado de seu cônjuge?

Ver http://site.pibcuritiba.org.br/conteudo/item/7480-beneficios-claros-do-casamento